Em casa, tomei um banho longo e me arrumei com cuidado. No espelho, não me reconheci completamente. Havia algo diferente ali, algo que ia além da maquiagem e da roupa.
Eram sete horas. Uma hora até nosso encontro.
Peguei o maço da bolsa e o segurei nas mãos. Era mais leve do que imaginava, mas parecia conter todo o peso do mundo. Abri a tampa e olhei os cigarros alinhados, brancos e uniformes como soldadinhos esperando ordens.
Fechei o maço e o guardei de volta na bolsa. Não ia fumar no longo e frio apartamento dos meus pais, o cheiro ficaria. Mas levaria comigo. Seria minha arma secreta, minha surpresa.
Pela primeira vez em 27 anos, eu sentia que tinha algo especial para oferecer a alguém. Algo que me fazia diferente, interessante, desejável.
Enquanto terminava de me arrumar, imaginei acendendo um cigarro na frente dele, vendo a surpresa nos olhos dele se transformar em... desejo? Admiração? A fantasia me deixou mais nervosa e mais excitada ao mesmo tempo.
Às sete e quarenta, saí de casa carregando mais do que uma bolsa. Carregava uma nova versão de mim mesma, uma Joyce que eu não conhecia direito, mas que estava ansiosa para descobrir.

Oi, bom dia, uma curiosidade, no início que as fotos eram suas alteradas na IA, mas agora a uma nota dizendo que não são reais, são caricaturas suas ou não?
ResponderExcluirO processo de criação das imagens foi o mesmo em todas as fotos
ResponderExcluirJoyce vc contar suas fantasias quando está fumando com suas noites de amor com seu namorado?
ResponderExcluirQuem sabe um dia
ResponderExcluirAntes deste encontro havia fumado apenas o cigarro da praça, ou já havia fumado mais vezes?
ResponderExcluirApenas na praça
ResponderExcluirNesse intervalo você sentiu vontade de fumar? Como foi?
ResponderExcluirNão, foi o tempo de eu me arrumar
ExcluirEu só tinha fumando um cigarro. Era mais fácil eu passar mal do que ter vontade