As manhãs começaram a se encher de significados novos. Eu andava com mais firmeza, os olhos encontrando os de estranhos sem hesitação. Já não me bastavam os beijos apressados, nem as carícias escondidas entre quatro paredes. Queria ser vista por inteiro, não em fragmentos. Queria intimidade fora do quarto, mãos dadas no meio da rua, olhares cravados em mim no meio da tarde. Bastou um olhar para Ted entender o que estava acontecendo. Ele me levou a um bar onde a música era alta e a luz, pouca. Nos cantos escuros, encostou o corpo no meu, beijou minha nuca e sussurrou coisas que me fizeram estremecer. Na mesa ao lado, uma mulher de cabelos vermelhos nos observava. Sua mão subiu devagar pelo próprio braço. Eu não sabia que podia gostar tanto de ser vista. Sustentei o olhar até que ela desviasse primeiro. Agora, eu tocava mais, demorava mais, queria mais. E ele gostava disso. Me deixava ir, me instigava, me devolvia a intensidade com um brilho nos olhos. Comecei a me arriscar mais....
Aqui, mergulhamos nas nuances e na estética sedutora do ato de fumar, explorando o fetiche por cigarros e a atmosfera envolvente que os cerca.