Pela manhã, no espelho, observava um reflexo sussurrado segurando o telefone. Do outro lado da linha, a voz de Ted contava que estava sozinho em casa, os pais haviam saído e só voltariam a noite. Era seu dia de folga. O convite para ir até lá fez meu coração acelerar. Ele mencionou que precisava de ajuda com alguns papéis do trabalho, e era uma maneira de aproveitarmos a tarde juntos. A ideia me encantou imediatamente. Havia algo de libertador na perspectiva daquela tarde clandestina. Desliguei o telefone e me estudei no espelho, decidindo que não levaria nada que pudesse despertar suspeitas. Vesti um vestido de alça fina e pano florido, calcei uma sandália de dedo e peguei apenas o dinheiro exato para uma pequena parada estratégica. Nem bolsa levei; queria parecer alguém que saía para uma caminhada inocente pelo bairro quando, na verdade, estava prestes a mergulhar numa tarde que prometia ser tudo, menos isso. Caminhei com a respiração em descompasso com meus passos até uma...
Aqui, mergulhamos nas nuances e na estética sedutora do ato de fumar, explorando o fetiche por cigarros e a atmosfera envolvente que os cerca.