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Mostrando postagens de junho, 2025

O Dia em que Fumei Pela Primeira Vez (19 - Final)

Cheguei em casa com gosto de fumaça na boca e de pecado nos dedos. Tirei o vestido devagar, como quem se despe diante de um espelho novo.  Meu corpo parecia diferente. Mais meu.  Passei os dedos sobre meus próprios lábios, ainda inchados do beijo, e me toquei ali, pela primeira vez na vida, na solidão do quarto, com os olhos fechados, relembrando o calor da mão dele entre minhas pernas. Foi então que compreendi. A sexualidade não é uma estrada reta. É um labirinto. E eu estava entrando nele sem mapa, sem bússola, sem promessas. Apenas com o fogo entre os dedos... e uma fome que nunca mais me deixaria ... "Todas as imagens aqui expostas são meramente ilustrativas, resultantes da aplicação de Inteligência Artificial generativa, e não correspondem a retratos de pessoas reais."

O Dia em que Fumei Pela Primeira Vez (18)

Depois daquele beijo, da excitação intensa contra a árvore, voltamos caminhando em silêncio. Ele com um brilho nos olhos. Eu com um tumulto dentro do peito. Na despedida, ele me abraçou, mais gentil do que esperava, e sussurrou: — Você me enlouquece. Sorri. Mas dentro de mim, algo doía. Não era culpa, eu a teria reconhecido de longe, velha conhecida que sou. Era algo mais novo.  Um desconforto existencial, como se tivesse traído uma versão anterior de mim mesma. A Joyce silenciosa, obediente, virgem de tudo, até do próprio desejo ... "Todas as imagens aqui expostas são meramente ilustrativas, resultantes da aplicação de Inteligência Artificial generativa, e não correspondem a retratos de pessoas reais."

O Dia em que Fumei Pela Primeira Vez (17)

Mas o que me surpreendeu mais não foi o prazer. Foi a minha fome. Eu queria que ele me tocasse. Mais. Outra vez. Queria sentir a língua dele dentro da minha boca, as mãos explorando minhas curvas com a falta de educação dos que não pedem licença. Queria cavalgar aquele impulso como quem monta um animal indomado, e, pela primeira vez, eu queria ser esse animal também. Mas junto com esse desejo feroz, veio algo mais. Um sussurro antigo, quase inaudível, mas persistente: isso não é você . E talvez fosse verdade. Ou talvez fosse exatamente o contrário. Talvez aquela fosse a versão de mim que sempre existiu, sufocada entre notas altas, obrigações familiares e sermões de domingo. A mulher que nunca teve permissão para nascer, e agora rugia, entre tragadas e gemidos contidos ... [Joyce] "Todas as imagens aqui expostas são meramente ilustrativas, resultantes da aplicação de Inteligência Artificial generativa, e não correspondem a retratos de pessoas reais."

O Dia em que Fumei Pela Primeira Vez (16)

Descobrir o prazer em algo que sempre me disseram ser errado foi como empurrar uma porta que nunca percebi estar ali. O cigarro não me ofereceu só nicotina, ele me ofereceu permissão . E o corpo, esse território desconhecido que eu habitava com cautela e vergonha , finalmente começou a falar. Ted não acendeu aquele desejo em mim. Ele apenas apontou o fogo. O resto... já estava pronto para explodir. Durante anos, meu corpo tinha sido um ornamento casto. Coberto, contido, escondido sob roupas discretas e olhares evitados. Nunca me ensinaram a desejar , só a temer o desejo dos outros .  E, de repente, ali estava eu, com as coxas ardendo sob o toque dele, com os mamilos duros por baixo do tecido fino, com a respiração curta e uma urgência latejando entre as pernas ... "Todas as imagens aqui expostas são meramente ilustrativas, resultantes da aplicação de Inteligência Artificial generativa, e não correspondem a retratos de pessoas reais."

O Dia em que Fumei Pela Primeira Vez (15)

Ali, sob a árvore cúmplice, com a brisa soprando seus segredos e a fumaça ainda escapando dos meus lábios, deixei de ser espectadora. Pela primeira vez, fui corpo inteiro, sem culpa nem roteiro. E quando ele me tocou entre as pernas, por cima da calcinha fina que escolhera com mais intuição do que experiência, eu soltei um suspiro que não parecia vir de mim. Era ancestral . Era o som do corpo finalmente sendo escutado. A cidade seguia indiferente ao nosso pequeno incêndio. E eu, ainda com o cigarro entre os dedos, me sentia sagrada . Não como as santas que minha mãe venerava, mas como algo mais terreno, mais pulsante. Como mulher ... "Todas as imagens aqui expostas são meramente ilustrativas, resultantes da aplicação de Inteligência Artificial generativa, e não correspondem a retratos de pessoas reais."

O Dia em que Fumei Pela Primeira Vez (14)

Paramos num ponto escuro do parque. Uma árvore antiga, com galhos retorcidos como dedos de uma velha bruxa, nos ofereceu sombra e anonimato. Eu encostei o ombro no tronco. Ele parou diante de mim. A brisa noturna brincava com a barra do meu vestido. E então, novamente naquela noite, levei o cigarro à boca. Ele olhou, fascinado, como se eu fosse um milagre ao contrário: algo sagrado se tornando profano. Foi aí que ele me beijou. Dessa vez, sem cerimônia. Sem timidez. Sem os jogos que nos mantiveram em órbita por semanas. Seus lábios encontraram os meus como se fossem feitos da mesma matéria, calor e pressa.  Senti o gosto do desejo dele misturado com o meu, e entre uma tragada e outra, fui me desfazendo. Não do cigarro, mas da mulher de antes . Seus dedos tocaram minha cintura com uma firmeza que me assustou e excitou ao mesmo tempo. Nunca tinham me tocado assim . Nunca alguém me segurou como quem sabe exatamente o que fazer. E eu? Eu deixei . Como se meu corpo tivesse esperado ...

O Dia em que Fumei Pela Primeira Vez (13)

Dei mais uma tragada, lenta, estudada, mas não artificial, e ele sorriu, como se tivesse assistido ao nascer de uma estrela.  Naquela noite, descobri que há um tipo de poder na entrega , e outro ainda mais raro na descoberta de que se pode desejar... e ser desejada. Caminhamos pela calçada sem rumo certo, e com intenções bem menos incertas.  Conversávamos sobre nada, como quem finge que a pele não arde e que os olhos não estão gritando o que a boca ainda não se atreveu a dizer.  A cada risada, ele se aproximava mais .  A cada silêncio, nossos corpos se entendiam melhor ... "Todas as imagens aqui expostas são meramente ilustrativas, resultantes da aplicação de Inteligência Artificial generativa, e não correspondem a retratos de pessoas reais."

O Dia em que Fumei Pela Primeira Vez (12)

O isqueiro ainda estava quente no meu bolso quando Ted se aproximou. O vestido, uma ousadia silenciosa, parecia colar-se ao meu corpo com a conivência da noite. A fumaça do cigarro, recém-exalada, desenhava espirais entre nós dois , como se a cidade, cúmplice e discreta, nos envolvesse em um véu de luxúria tímida. Ele não disse nada de imediato. Apenas me olhou com aquela expressão de homem que reconhece um segredo, mas não ousa nomeá-lo . E eu me deixei olhar. Não como quem pede aprovação, mas como quem, pela primeira vez, tem algo a oferecer . Algo que não era meu diploma, minha educação irrepreensível ou minha decência domesticada. Era algo novo. Quente. Fumegante. — Você... tá linda — disse ele, num tom que parecia ter saído mais do peito do que da boca. A palavra " linda " sempre me parecera vazia. Até então ... "Todas as imagens aqui expostas são meramente ilustrativas, resultantes da aplicação de Inteligência Artificial generativa, e não correspondem a retrato...

O Dia em que Fumei Pela Primeira Vez (11)

À noite, fui encontrar Ted. Vestia um vestido escuro com fenda discreta, maquiagem que aprendi a usar no YouTube, e a expressão de quem está prestes a cometer um crime estético. Quando nos encontramos, sem que ele sequer ousasse imaginar , tirei o cigarro com lentidão proposital da bolsa e acendi como quem invoca um feitiço. Traguei . Soprei. Olhei pra ele. Algo nos olhos dele se partiu, ou se acendeu, difícil dizer. Mas seu rosto mudou. “Você está... diferente” , ele disse, sem conseguir parar de me encarar. Pela primeira vez, ele me beijou antes que eu me inclinasse. E depois de um beijo, outro. E outro. Como se meu hálito , agora carregado de nicotina, fosse perfume afrodisíaco. Como se a mulher invisível tivesse desaparecido de vez , substituída por essa estranha que habitava meu corpo com um prazer que era quase insolência. Era como estar nua em plena rua, e ser admirada, não julgada . Pela primeira vez, me senti dona do meu corpo . Linda. Desejada. Uma mulher de verdade...

O Dia em que Fumei Pela Primeira Vez (10)

Em casa, tomei um banho longo e me arrumei com cuidado. No espelho, não me reconheci completamente. Havia algo diferente ali, algo que ia além da maquiagem e da roupa. Eram sete horas. Uma hora até nosso encontro. Peguei o maço da bolsa e o segurei nas mãos. Era mais leve do que imaginava, mas parecia conter todo o peso do mundo. Abri a tampa e olhei os cigarros alinhados, brancos e uniformes como soldadinhos esperando ordens. Fechei o maço e o guardei de volta na bolsa. Não ia fumar no longo e frio apartamento dos meus pais, o cheiro ficaria. Mas levaria comigo. Seria minha arma secreta, minha surpresa. Pela primeira vez em 27 anos, eu sentia que tinha algo especial para oferecer a alguém. Algo que me fazia diferente, interessante, desejável. Enquanto terminava de me arrumar, imaginei acendendo um cigarro na frente dele , vendo a surpresa nos olhos dele se transformar em... desejo? Admiração? A fantasia me deixou mais nervosa e mais excitada ao mesmo tempo. Às sete e quarenta,...

O Dia em que Fumei Pela Primeira Vez (9)

O primeiro cigarro tinha gosto de transgressão. Não era, como eu ingenuamente imaginava, um gosto agradável. Era seco , amargo, com um fundo metálico que parecia se enroscar na garganta. Um tipo de ardor que não se explica, apenas se sobrevive. E mesmo assim, havia algo nele que me chamava de volta , tragada após tragada, como um veneno fascinante. O filtro molhava nos meus lábios , e eu me sentia suja. Mas era uma sujeira nova. Diferente daquela que sempre temi, a que vinha com o pecado segundo os evangelhos familiares. Essa era uma sujeira... bonita . Como a terra nas mãos de quem acaba de plantar algo. A fumaça me atravessava como se fosse feita de memória antiga, como se em algum lugar do tempo uma parte de mim já soubesse que isso aconteceria. Que um dia eu queimaria não só um cigarro, mas os limites que me cercaram por tanto tempo. "Todas as imagens aqui expostas são meramente ilustrativas, resultantes da aplicação de Inteligência Artificial generativa, e não correspondem...

O Dia em que Fumei Pela Primeira Vez (8)

Naquela referida e bendita sexta-feira, comprei um maço de Marlboro Light e um isqueiro vermelho, Bic . Escolhi a praça da cidade, lugar suficientemente público para me impedir de desistir e suficientemente solitário para não me fazer fugir.  Sentei num banco ao lado de uma árvore calada, tirei um cigarro com dedos trêmulos e tentei parecer casual.  Falhei.  Demorei dez minutos até conseguir acender. A primeira tragada foi um tapa. Ardeu na garganta, nos olhos, na alma.  Tosse.  Vergonha.  Outra tragada. E de novo. O fumo desenhou pequenos arabescos de dor e liberdade dentro de mim.   A fumaça não era saborosa, mas era um símbolo. E eu começava a me apaixonar pela ideia de ser símbolo também. Todas as imagens aqui expostas são meramente ilustrativas, resultantes da aplicação de Inteligência Artificial generativa, e não correspondem a retratos de pessoas reais.

O Dia em que Fumei Pela Primeira Vez (7)

Na volta para casa, depois do almoço, porque na sexta só trabalhávamos pela manhã, passei mais uma vez em frente à tabacaria. Parei por mais tempo na vitrine. É só um maço , pensei. Não significa que vou virar fumante. É só... uma experiência . Mas não entrei. Não ainda . Dei uma volta no quarteirão. A ansiedade aumentava a cada passo, até que, sem nem perceber, meus pés me levaram de volta até a porta da loja. Parei por apenas alguns segundos, respirei fundo e entrei. O coração batia como se eu estivesse prestes a cometer um crime. Lá dentro, o cheiro de tabaco e papel, que eu esperava detestar, me trouxe um estranho conforto. O homem no balcão me olhou com curiosidade discreta. "Boa tarde. Posso ajudá-la?" " Marlboro Light", respondi, com uma firmeza que me surpreendeu. "Maço comum ou carteira?" Não fazia ideia da diferença. "Comum", arrisquei. "Vai precisar de isqueiro?" Isqueiro. Como não pensei nisso? "Sim, por fav...

O Dia em que Fumei Pela Primeira Vez (6)

Na sexta, sob o espesso frio cortante da manhã, eu seguia para o trabalho, encolhida no banco do ônibus como quem quisesse apenas regressar à cama. Quando a porta se abriu, Ted estava ali , mal visível através da branca e densa neblina que embaçava a rua, e tudo ao redor. Ele entrou no ônibus, e sorriu quando me viu, como sempre, mas havia algo diferente no ar entre nós. Ou talvez eu é que estivesse diferente, carregando o peso daquela ideia que não me abandonava. Conversamos sobre amenidades, o tempo, o trânsito, essas coisas que as pessoas dizem para preencher o vazio quando há coisas demais para serem ditas. Mas eu estava atenta a cada palavra, a cada pausa, tentando decifrar se ele estava pensando no que tinha me proposto. Sentado ao meu lado, Ted parecia mais próximo que o normal. Não fisicamente, ocupávamos o mesmo banco de sempre, mas havia uma nova intimidade no ar. Uma tensão quase palpável. "Joyce" , disse ele quando o ônibus já se aproximava do trabalho, " q...

O Dia em que Fumei Pela Primeira Vez (5)

À tarde, voltando para meu refúgio, passei diante de uma tabacaria perto de casa. Não entrei. Fiquei parada, encarando os maços na vitrine como se fossem artefatos de um mundo proibido. Marlboro Light. O nome grudou na minha cabeça.  Uma mulher saiu da loja acendendo um cigarro, e eu a observei como quem assiste a um ritual. A forma como levou o cigarro aos lábios, como soltou a fumaça. Havia algo ali que talvez Ted enxergasse e eu não. Em casa, tentei me distrair. Li um livro, organizei gavetas que já estavam organizadas, liguei a televisão. Nada adiantava. A frase do Ted tinha se instalado em mim como um vírus, contaminando cada pensamento, cada silêncio. Depois de um tempo, liguei o computador. Li sobre os malefícios do cigarro, o vício, como parar. Mas também, com uma vergonha que queimava, pesquisei como começar a fumar , primeira vez fumando .   Os relatos eram confusos: uns diziam que era horrível no início, outros falavam de um prazer imediato, um alívio. Vi vídeos ...

O Dia em que Fumei Pela Primeira Vez (4)

Em casa, me peguei pensando no que ele havia dito sobre fumar. "Se você aprendesse a fumar, eu até pensaria em namorar você." As palavras ecoavam na minha cabeça como um refrão obsessivo. Parte de mim resistia, tentava esquecer aquilo, como se fosse só mais uma frase jogada no ar. Mas outra parte, uma que eu mal conhecia, sussurrava perguntas perigosas: E se eu tentasse? E se não fosse tão absurdo assim? Eu não deixaria de ser eu. Só daria um passo para o lado. E se fosse só isso o primeiro passo para eu amar de verdade? Passei a noite inteira revirando na cama, imaginando como seria segurar um cigarro entre os dedos, sentir a fumaça nos pulmões. Será que eu conseguiria ser elegante, como aquelas mulheres dos filmes antigos? Ou tossiria feito uma amadora e Ted perderia todo o interesse? No dia seguinte, quando o ônibus chegou e não o vi no banco de costume, senti uma pontada estranha no peito. Decepção? Ansiedade? Ou talvez alívio por não ter que enfrentar aquele olhar dele...

O Dia em que Fumei Pela Primeira Vez (3)

Conversávamos muito indo e voltando do trabalho. Por acaso, eu era a única que morava perto dele e foi assim que acabamos dividindo o mesmo ônibus; o mesmo silêncio. E então, dois dias depois, um beijo. Depois, migramos para o WhatsApp, território onde a alma moderna se despe com mais facilidade do que num quarto escuro. Na maior parte do tempo, eu não sabia dizer se aquilo era um acaso ou o começo de algo. Às vezes ele parecia se aproximar, às vezes recuar. Esse vai e vem silencioso, somado às conversas online e aos encontros no ônibus, foi tecendo algo entre nós, algo ainda sem nome. Em uma dessas conversas, ele me contou sobre seu fetiche.  Smoking fetish , ele escreveu. Eu li três vezes, como se fosse uma equação matemática cuja lógica me escapava. Ele achava sexy ver uma mulher fumando. Disse que havia algo na forma como os lábios se fecham ao redor do filtro , na exalação preguiçosa da fumaça, que o deixava louco. Louco . Ele usou essa palavra. "Se você aprendesse a fumar,...

O Dia em que Fumei Pela Primeira Vez (2)

Durante o mestrado, vivi cercada por livros e silêncios. A solitude me vestia como uma segunda pele, dessas que coçam mas não dá pra tirar. Me acostumei a ser invisível . Na verdade, acho que eu preferia assim. Invisíveis não decepcionam . Invisíveis não erram. Invisíveis não fumam . Mas Ted... ah, Ted era tudo o que eu não sabia que desejava até que ele me olhou com aqueles olhos de quem já viu todas as coisas e ainda quer ver mais uma. No primeiro dia de trabalho o encontrei olhando para mim, com sua barba por fazer, aquele sorriso malfeitor e um perfume que me fazia esquecer como se escreve “congruência”. Desde o primeiro “oi” ele foi natural como vinho e insolente como vinho também. Começou a me cercar com um tipo de gentileza que parecia provocação, dessas que deixam a gente meio tonta, meio viva demais ... Todas as imagens aqui expostas são meramente ilustrativas, resultantes da aplicação de Inteligência Artificial generativa, e não correspondem a retratos de pessoas reais.

O Dia em que Fumei Pela Primeira Vez (1)

Nunca gostei de sextas. Elas têm um cheiro estranho, como de coisas que não aconteceram, mas que ainda pairam no ar feito a fumaça de um incenso velho, ou, como aprendi depois, de um Marlboro Light recém-acendido. Foi em uma sexta que comecei a morrer um pouquinho a cada tragada, e a viver mais do que jamais ousara. Até aquela sexta feira, eu era uma mulher comum. Uma mulher daquelas que os outros esquecem na fila do banco, ou confundem com a bibliotecária , mesmo que você nunca tenha trabalhado numa biblioteca. Meu nome é Joyce, e até os vinte e sete anos eu nunca tivera um namorado. Beijara um único rapaz, certa vez, conhecido da igreja, uma experiência tão rápida quanto um espirro e tão insossa quanto pão sem sal. Cresci em uma família exemplarmente hipócrita, onde dizer “eu me amo” soava quase tão sujo quanto dizer “ eu me masturbo ” ... [ Joyce] Todas as imagens aqui expostas são meramente ilustrativas, resultantes da aplicação de Inteligência Artificial generativa, e não corres...

Prazer...

Meu nome é Joyce (pelo menos por aqui rsrsrs). Simples assim. Sem segredos no nome, embora eu os tenha de sobra na alma. Tenho entre 30 e 40 anos, e um currículo impecável em todas as áreas que não envolvam vida social. Até os 25 nunca namorei. Nunca fui popular. Nunca fui o tipo de mulher que alguém olha duas vezes na rua e, sinceramente, por muito tempo achei que isso era uma virtude. Fui criada numa família onde aparência valia mais que afeto, e onde ser uma "boa moça" era o destino final, não o ponto de partida. Cresci achando que desejo era uma espécie de doença e que o silêncio era a linguagem mais segura. E talvez tenha sido mesmo. Pelo menos até eu conhecer Ted. Mas não quero parecer trágica. Trágico é o que nunca muda. E eu, bom, eu mudei. Ou estou tentando. É por isso que resolvi contar essa história. Porque às vezes é preciso escrever para entender. E às vezes é preciso acender o primeiro cigarro para, enfim, respirar. [Essa foi a primeira foto que tirei fumando,...

Bem-vindos ao Novo Lar do Smoking Fetish no Brasil!

 É com imensa satisfação que inauguramos este espaço dedicado a todos os entusiastas e curiosos do smoking fetish no Brasil! Há muito tempo, percebemos uma lacuna na comunidade: o antigo blog "smokingfetishbrasil", embora tenha sido um ponto de encontro importante, foi infelizmente abandonado há anos. Comentários se acumularam, ultrapassando a marca dos 500 em muitas postagens, transformando a discussão em um emaranhado difícil de seguir e participar. Pensando nisso, criamos este blog com um propósito claro: facilitar a reunião e a troca de ideias entre as pessoas . Queremos que este seja um ambiente novo e vibrante onde todos possam se sentir à vontade para compartilhar suas perspectivas, discutir sobre o tema e se conectar com outros que compartilham esse interesse. Nosso objetivo é proporcionar uma plataforma intuitiva e dinâmica, onde os comentários sejam organizados e as conversas fluam naturalmente. Chega de se perder em centenas de respostas; aqui, a interação será si...