A casa estava quieta. Fui até a sala e percorri os dedos pelas lombadas na estante, sem pressa, até encontrar Elis & Tom, 1974 . Tirei da capa com cuidado, segurei o disco pelas bordas e o encaixei no eixo. Baixei a agulha devagar até sentir o momento exato em que ela afundou no sulco: primeiro o chiado quente; depois os estalos; só então a música. O violão, o contrabaixo e a voz de Elis entrando fundo, ferindo o silêncio do recinto. “É pau, é pedra, é o fim do caminho.” A batida do violão e o piano subiram, e logo a voz de Elis começou a desfiar os versos. Fechei os olhos. Deixei que o ritmo circular me envolvesse. O som não vinha apenas das caixas; ele parecia vir do chão, subindo pelas solas dos meus pés. Meus ombros cederam. Inclinei a cabeça para trás, sentindo o peso do cabelo contra a nuca, e permiti que a música ocupasse espaço. Sorri sozinha na meia luz da sala, sentindo o relevo analógico de cada nota. O celular vibrou no chão. A tela do celular iluminou o ambiente ...
Aqui, mergulhamos nas nuances e na estética sedutora do ato de fumar, explorando o fetiche por cigarros e a atmosfera envolvente que os cerca.