O isqueiro ainda estava quente no meu bolso quando Ted se aproximou. O vestido, uma ousadia silenciosa, parecia colar-se ao meu corpo com a conivência da noite. A fumaça do cigarro, recém-exalada, desenhava espirais entre nós dois, como se a cidade, cúmplice e discreta, nos envolvesse em um véu de luxúria tímida.
Ele não disse nada de imediato. Apenas me olhou com aquela expressão de homem que reconhece um segredo, mas não ousa nomeá-lo. E eu me deixei olhar. Não como quem pede aprovação, mas como quem, pela primeira vez, tem algo a oferecer. Algo que não era meu diploma, minha educação irrepreensível ou minha decência domesticada. Era algo novo. Quente. Fumegante.
— Você... tá linda — disse ele, num tom que parecia ter saído mais do peito do que da boca.
A palavra "linda" sempre me parecera vazia. Até então...

Meus caros, é com a alma em suspenso que lhes entrego estas palavras. Anseio, do fundo mais íntimo de meu ser, que cada página lhes traga o êxtase que almejo. Sabem, é um desnudamento de proporções imensas revelar-lhes os segredos ocultos de minha existência. Faço-o, sim, para vocês, com uma dedicação que transcende o simples ato de escrever.
ResponderExcluirEntristece-me ao constatar a escassez de almas curiosas a nos acompanhar nesta jornada! Suplico-lhes, então: estendam a mão, mostrem este refúgio a quem amam, às companheiras de suas vidas, a qualquer um que sinta o chamado da verdade. Há tantos à deriva, à espera de um farol que lhes aponte o caminho até nós, a senda da libertação. Toda e qualquer ajuda é, e sempre será, um bálsamo bem-vindo.