Ali, sob a árvore cúmplice, com a brisa soprando seus segredos e a fumaça ainda escapando dos meus lábios, deixei de ser espectadora. Pela primeira vez, fui corpo inteiro, sem culpa nem roteiro.
E quando ele me tocou entre as pernas, por cima da calcinha fina que escolhera com mais intuição do que experiência, eu soltei um suspiro que não parecia vir de mim. Era ancestral. Era o som do corpo finalmente sendo escutado.
A cidade seguia indiferente ao nosso pequeno incêndio. E eu, ainda com o cigarro entre os dedos, me sentia sagrada. Não como as santas que minha mãe venerava, mas como algo mais terreno, mais pulsante.
Como mulher...

A cor dos olhos é devido a lentes de contato
ResponderExcluirVocê escreve bem, maneja com proficiência o ritmo narrativo e a criação da expectativa. Se posso dar um conselho os seguimentos de texto que formam uma unidade temática poderiam estar em uma mesma publicação.
ResponderExcluirAnônimo, sem nome, rsrsrs Você é um verdadeiro amor. Quem sabe um dia. Por enquanto é curto demais. Não sei se terei tanta coisa assim para contar. E demora muito para escrever. Mas você me dá ânimo para continuar respirando. Principalmente nesse ❄️
ResponderExcluirEntendo. Espero que a escrita lhe faça bem.
ExcluirQuero muito mais
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