Descobrir o prazer em algo que sempre me disseram ser errado foi como empurrar uma porta que nunca percebi estar ali. O cigarro não me ofereceu só nicotina, ele me ofereceu permissão. E o corpo, esse território desconhecido que eu habitava com cautela e vergonha, finalmente começou a falar.
Ted não acendeu aquele desejo em mim. Ele apenas apontou o fogo. O resto... já estava pronto para explodir.
Durante anos, meu corpo tinha sido um ornamento casto. Coberto, contido, escondido sob roupas discretas e olhares evitados. Nunca me ensinaram a desejar, só a temer o desejo dos outros.
E, de repente, ali estava eu, com as coxas ardendo sob o toque dele, com os mamilos duros por baixo do tecido fino, com a respiração curta e uma urgência latejando entre as pernas...

Como já disse antes você escreve muito bem. Escreve com muita paixão.
ResponderExcluirObrigadinha
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