Depois daquele beijo, da excitação intensa contra a árvore, voltamos caminhando em silêncio. Ele com um brilho nos olhos. Eu com um tumulto dentro do peito. Na despedida, ele me abraçou, mais gentil do que esperava, e sussurrou:
— Você me enlouquece.
Sorri. Mas dentro de mim, algo doía. Não era culpa, eu a teria reconhecido de longe, velha conhecida que sou. Era algo mais novo.
Um desconforto existencial, como se tivesse traído uma versão anterior de mim mesma. A Joyce silenciosa, obediente, virgem de tudo, até do próprio desejo...
"Todas as imagens aqui expostas são meramente ilustrativas, resultantes da aplicação de Inteligência Artificial generativa, e não correspondem a retratos de pessoas reais."

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