Em casa, me peguei pensando no que ele havia dito sobre fumar.
"Se você aprendesse a fumar, eu até pensaria em namorar você."
As palavras ecoavam na minha cabeça como um refrão obsessivo.
Parte de mim resistia, tentava esquecer aquilo, como se fosse só mais uma frase jogada no ar. Mas outra parte, uma que eu mal conhecia, sussurrava perguntas perigosas:
E se eu tentasse? E se não fosse tão absurdo assim?
Eu não deixaria de ser eu. Só daria um passo para o lado.
E se fosse só isso o primeiro passo para eu amar de verdade?
Passei a noite inteira revirando na cama, imaginando como seria segurar um cigarro entre os dedos, sentir a fumaça nos pulmões. Será que eu conseguiria ser elegante, como aquelas mulheres dos filmes antigos? Ou tossiria feito uma amadora e Ted perderia todo o interesse?
No dia seguinte, quando o ônibus chegou e não o vi no banco de costume, senti uma pontada estranha no peito. Decepção? Ansiedade? Ou talvez alívio por não ter que enfrentar aquele olhar dele, que parecia ler todos os meus pensamentos.
Era quinta-feira, e Ted estava de folga.
Durante todo o trajeto, tentei olhar pela janela e afastar as lembranças. Mas era inútil. Cada semáforo, cada curva do caminho me trazia de volta suas palavras, o perfume dele, o jeito como pronunciava meu nome. Porque a folga dele foi cair justo naquela quinta?! Sentei no banco que costumávamos dividir e senti sua ausência como uma presença física. Uma contradição estranha: só percebi o quanto ele ocupava espaço quando aquele espaço ficou vazio
"Se você aprendesse a fumar, eu até pensaria em namorar você." A frase rodava na minha cabeça, incansável.
Que tipo de mulher eu seria se fizesse isso? Que tipo de mulher eu era por estar considerando?
No trabalho, passei o dia distraída. Respondia no automático enquanto a mente vagava por lugares que eu nunca tinha ousado explorar. E na volta, o banco vazio de Ted doeu mais do que eu gostaria de admitir.
Todas as imagens aqui expostas são meramente ilustrativas, resultantes da aplicação de Inteligência Artificial generativa, e não correspondem a retratos de pessoas reais.
continue, sua historia é interessantissima, com certeza estaremos acompanhando, kkk so fico ancioso kkkk
ResponderExcluirOutra idéia de postagem Joyce: pesquise por Conrado Brasilpow no youtube, é um canal dedicado à esposa do fetichista. No último vídeo aparece o rosto dela, mas nos anteriores é explorado um perfil excelente, que detalha o máximo possível sem dar nenhuma pista da fisionomia da moça.
ResponderExcluirFica de sugestão...
Sou eu quem publica no blog, atuando como uma espécie de editor. Faço isso justamente para evitar excessos na empolgação e na descrição, como incluir fotos ou detalhes demais sobre o local de trabalho ou residência das pessoas. Embora não seja gramático, esforço-me para corrigir a fluidez e os erros de pontuação, entre outros aspectos.
ExcluirNão entendi
ExcluirNão falei sobre preferência sexual, nem sobre falar abertamente sobre prazer/felicidade, nem nada disso
Só sugeri um formato de vídeo que preserva a identidade dela.
Desculpe aí qualquer ignorância de minha parte
Na verdade o Leandro faz umas pequenas alterações, que eu vivo puxando a orelha dele, mas ele diz que é pro texto fluir melhor.
ResponderExcluirÉ o trabalho dele, não o meu.
Na verdade eu entrava no ônibus antes do Ted. Eu não fiquei surpresa por não ver ele no ônibus, eu entrava antes.
Eu sabia que nessa quinta era folga dele. Não era folga fixa, mudava toda semana.
Só que foi um sentimento complicado. Eu fiquei feliz por ele não estar lá, pq assim não teria que falar de cigarro, tava com medo. Mas fiquei triste pq queria ele lá, não gostei de fazer o trajeto sozinha tinha me acostumado com ele. Era muito cedo, muito frio eu deitava no ombro dele, era muito gostoso, tinha muito carinho.