O dia seguinte amanheceu em mim como um espelho trincado. Acordei com o cheiro dele ainda impregnado em minha pele, uma mistura de suor e fumaça, de desejo e confusão. Minha boca ainda lembrava o gosto do beijo, aquela mescla inusitada de tabaco e saliva, de urgência e ternura disfarçada.
Mas havia algo no ar. Algo mais denso do que o prazer da véspera. Era o retorno da velha voz. A que sempre me acompanhou, mesmo calada, como uma sombra dócil. Agora, porém, ela falava. O que você fez, Joyce?
Não tive resposta.
Apenas me vesti com cuidado exagerado, blusa de gola alta, calça opaca, cabelo preso com severidade matemática, como se meu corpo precisasse ser escondido novamente, como se pudesse desfazer o que havia sido aceso.
O cigarro, no entanto, estava lá. No fundo da bolsa, em um maço amassado que se tornara símbolo e cicatriz. O vício ainda não era físico, mas emocional.
Era o gesto que me fazia lembrar que, por uma noite, fui livre. Que, por uma noite, alguém me quis. E mais do que isso, alguém me viu.

Cancer é aleatório,diz pesquisa:
ResponderExcluirhttps://www.nbcnews.com/health/cancer/it-s-not-your-fault-researchers-confirm-cancer-often-random-n737776
Quando vc decidiu trocar o marlboro light pelo vermelho?
ResponderExcluirOs detalhes irão aparecer no texto.
ExcluirMas a verdade é que foi aos poucos. Tinha um pra fumar com o Ted outro sozinha. Só foi ficando mais fácil só comprar um. Mas de vez em quando compro outros por diversão
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ResponderExcluirTenho me dedicado com prazer à escrita e meu desejo é alcançar mais leitores. E, com um pouco de sorte, expandir a comunidade do 'smoking fetish', rsrs