Ted gostava de alimentar em mim a ideia de que havia um poder escondido naquele gesto, no tragar, no exalar da fumaça, como se o cigarro fosse um talismã secreto da sedução. Ele sussurrava essas coisas no meu ouvido quando estávamos sozinhos, sempre com aquele tom de quem compartilha um segredo: "Olha como os homens olham para ela", "Viu o jeito que ela segura o cigarro?", "É impossível não reparar numa mulher assim".
Mas com Sofia foi diferente. Quando ela passou por ele naquela manhã, fumando com aquela naturalidade estudada, Ted não precisou comentar. Ela era tudo o que ele descrevia. Eu vi. Ela era exatamente o que ele sempre me pintou como irresistível: uma mulher que fumava não como vício, mas como arte. Como sedução pura.
E eu estava ali, observando tudo, entendendo finalmente que todos aqueles comentários sobre outras mulheres, todas aquelas tentativas de me convencer a fumar, não eram sobre mim. Eram sobre ele. Sobre o que ele queria ver, sobre o que o excitava, sobre o tipo de mulher que realmente o fazia perder o controle.
Sofia era a materialização de todas as fantasias que ele havia plantado na minha cabeça. E do que queria que eu me tornasse...

Você fumou na praça e depois com o Ted, foram dois cigarros, não vejo a hora de descrever como foi o próximo, mas uma pergunta, neste intervalo você já sentia necessidade de fumar novamente, aquela sensação no estômago que só quem fuma sabe o que significa.
ResponderExcluirforam dois momentos, com o ted foi mais de um. dois ou 3 minha memória não é tão perfeita.
ResponderExcluirNão sentia vontade.