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O "Segundo" Cigarro (24)

Naquela noite, depois que voltei para casa, tudo desabou.

O peso que durante o dia eu carregara com a altivez de quem finge que nada sente, caiu sobre mim assim que a porta do meu quarto se fechou. 

Foi como se, de repente, o ar se tornasse espesso demais para respirar, como se o apartamento silencioso conspirasse contra mim. 

O silêncio foi um golpe: a ausência de Ted, o vazio das palavras que eu queria ter dito e não disse, o gosto amargo da comparação que eu engoli durante o expediente inteiro.

Sentei-me na cama sem tirar os sapatos. 

O apartamento estava mergulhado naquela penumbra azulada dos postes da rua, e eu fiquei ali, imóvel, como um objeto esquecido no canto de um quarto, esperando que alguma coisa em mim se quebrasse de vez. 

Porque talvez fosse isso que eu precisava: quebrar completamente para depois poder me recompor em algo diferente, algo que merecesse ser olhado da forma como Ted havia olhado para Sofia...

"Todas as imagens aqui expostas são meramente ilustrativas, resultantes da aplicação de Inteligência Artificial generativa, e não correspondem a retratos de pessoas reais."

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