No fim do expediente, o destino me pregou mais uma peça.
Quando eu já estava exausta do dia e de mim mesma, saindo enclausurada de um pequeno corredor, vi os dois na sombra de uma árvore no jardim.
Ted e Sofia conversavam rapidamente. Palavras banais entre eles, só sobre trabalho, palavras técnicas e vazias que poderiam ter sido ditas a qualquer pessoa.
Mas o jeito como ela sorriu para ele, como tragou o cigarro, como cruzou as pernas com aquela naturalidade que só quem sabe que é desejada tem... Como o olhou por cima da fumaça com aqueles olhos que prometiam mundos... aquilo me cortou mais fundo do que qualquer palavra poderia.
E eu, parada ali como uma estátua, já não sabia se queria fugir correndo ou chorar. Só sentia que aquela vazão de dentro de mim estava prestes a se romper definitivamente.
Quando cheguei em casa naquela noite, encarei minha própria imagem no espelho do banheiro. A mulher pálida, de olhos fundos, me encarava com uma tristeza tão grande que dava nojo...

Atualmente você e a Sofia são amigas, ou a presença dela ainda lhe incomoda? E o Ted, ainda tem contato com ela?
ResponderExcluirNão vou estragar a surpresa 🫢
ExcluirMas essa história ainda continua.
Rsrsrs
Hehehe, suspense
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