A partir daquele momento, o final de semana foi um teatro de contenções.
No sábado, Ted me escreveu logo cedo. Queria me ver de novo, tomar um café, andar por aí, quem sabe repetir o que aconteceu ou, pior ainda, fazer diferente, mais intenso. Melhor.
Menti.
Disse que tinha compromissos. Que precisava ajudar em casa, limpar o quintal, cuidar da vida. E embora isso fosse, tecnicamente, verdade, a única coisa que realmente fiz foi me encolher no quarto, conversar com ele pelo celular e sentir, em silêncio, uma falta que beirava o desespero.
Eu queria vê-lo.
Muito.
Como nunca quis nada antes.
Sempre sonhei com um amor desses, que aparecesse sem eu pedir, que tomasse forma no meio do cotidiano, que fosse descomplicado e, ao mesmo tempo, visceral.
Mas agora que estava diante de mim, havia uma muralha entre o desejo e a realidade , uma muralha feita do olhar do meu pai, das perguntas silenciosas da minha mãe, do modo como tudo no meu lar dizia não...

Sim. Por um tempo usei piercing no nariz. O Ted adora. Eu ficava com irritação
ResponderExcluir