Nunca fui boa em lidar com o público e, ali no trabalho, ainda estava aprendendo os procedimentos, tentando decorar cada etapa enquanto lidava com a impaciência dos clientes. Me confundi durante uma fala, riram de mim, perdi a paciência. Não devia.
Não demorou muito e o supervisor apareceu do meu lado.
— Joyce, preciso falar com você.
A voz dele cortou o burburinho do ambiente. Alguns colegas olharam de soslaio. Sofia estava ali perto, observando com aquela expressão que não era exatamente maliciosa, mas também não era solidária.
— Você precisa prestar mais atenção. Isso não pode continuar acontecendo.
As palavras foram ditas em tom baixo, mas firme. Eu senti o rosto esquentar.
Assenti, murmurei um pedido de desculpas, voltei ao trabalho.
Mas aquilo me bastou. Alguma coisa tinha se rompido. Não era apenas a bronca, era a forma como todos tinham presenciado, como se eu fosse uma criança sendo corrigida na frente da turma.
O resto do dia passou numa névoa de procedimentos que eu executava mecanicamente, sorrindo para clientes que mal enxergava direito. Quando o expediente acabou, saí sem me despedir de ninguém. Até mesmo de Ted...

Belo cenário este
ResponderExcluirÉ um local lindo. E eu amo araucárias
ResponderExcluirRegião de Curitiba?
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