E se eu estivesse me viciando?
Não só no cigarro, mas em tudo aquilo que vinha com ele: o beijo, a vertigem, o poder. A maneira como o olhar de Ted se acendia ao me ver tragando, como se naquele gesto estivesse escondida uma mulher que nem eu conhecia.
E então chegou a segunda-feira.
Voltei ao trabalho com o corpo dividido entre a culpa e o desejo. A calça era larga, a blusa mais fechada que o necessário. Cabelos presos. Rosto limpo. O oposto exato da mulher que ele conheceu na sexta.
Naquela manhã, quando Ted entrou no ônibus, ele trazia consigo aquele jeito despreocupado de quem nunca precisou pedir desculpas por ser exatamente o que é.
Sorriu ao me ver, andou vagarosamente por entre as poltronas e sentou ao meu lado. E, dentro de mim, um pequeno silêncio nasceu.
— Dormiu bem? — ele perguntou, com a voz ainda rouca da manhã.
Assenti. Uma palavra qualquer teria soado errada.
Ele falou sobre música, sobre um projeto novo no trabalho, sobre um documentário que tinha assistido e me “super indicava”. E eu... ouvi. Como uma presença fantasma. Porque tudo em mim ainda vibrava com aquela noite e, ao mesmo tempo, se encolhia de medo. Medo da descoberta. Medo do escândalo familiar. Medo da liberdade que, quando chega, não vem com manual.
Imaginei minha mãe me vendo naquele momento. Eu, sentada ao lado de um homem com barba por fazer, olhos famintos e um sorriso que dizia: eu sei o que seu corpo gemeu ontem...

Aparentemente o interesse pelo blog caiu. Não tem mais visualizações desde que terminei a história do primeiro cigarro. A ultima postagem só teve 4 visualizações por exemplo.
ResponderExcluirPara quem puder ajudar, peço a gentileza de compartilhar o link do blog sempre que possível. O Google considera a quantidade de links externos que apontam para uma página como um critério importante para seu ranqueamento. Assim, cada vez que o link for compartilhado em plataformas como Facebook, Instagram, etc., contribuirá para que o blog ganhe mais visibilidade no Google.
ResponderExcluirTenho me dedicado com prazer à escrita e meu desejo é alcançar mais leitores. E, com um pouco de sorte, expandir a comunidade do 'smoking fetish', rsrs
Está cada dia melhor, acompanho diariamente.
ResponderExcluirObrigada, mostre aos amigos, inimigos, amores e amantes. Quanto mais links existirem para o blog melhor.
ExcluirTô começando a ler a história do segundo cigarro, parei um pouco com o blog por uns dias. Joyce, tá sensacional! Você escreve muito bem, vou ler logo pra chegar nos posts mais recentes
ResponderExcluirObrigada. Traga os amigos.
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