Lembro de chegar cedo demais, me sentar numa cadeira de plástico torta, as mãos cruzadas no colo tentando parecer firme, enquanto meu coração batia como o de uma criança no primeiro dia de aula. Esperava solenidade, tradição, o peso sobre os ombros como um manto de respeitabilidade.
Mas encontrei corredores mal
iluminados, salas com cadeiras desalinhadas, vozes dispersas por trás de portas
fechadas e um cheiro de mofo que denunciava o abandono.
Me senti pequena. Insignificante.
Como uma impostora vestindo roupas emprestadas. Por um instante, havia me
tornado Carrie no seu baile de formatura, pronta para o banho de balde.
O diploma, que deveria ser meu
passaporte para a maturidade, parecia, de repente, um documento inútil em mãos
trêmulas.
Nada ali era como nos meus
sonhos.
Foi então que Ted apareceu. Entre a fantasia que se desfazia e o cheiro de café requentado no fundo do corredor.
"Todas as imagens aqui expostas são meramente ilustrativas, resultantes da aplicação de Inteligência Artificial generativa, e não correspondem a retratos de pessoas reais."
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