Não fui direto para casa.
Andei sem rumo pelas ruas molhadas, as luzes dos postes borradas pela garoa nos meus óculos, como se até o mundo quisesse esconder as coisas de mim.
A cidade parecia conspirar contra mim. Cada esquina que eu dobrava revelava mais do mesmo: pessoas apressadas, carros que passavam respingando água suja, vitrines que refletiam uma versão distorcida de mim mesma.
Caminhei por mais de uma hora, sem destino, apenas deixando que meus pés me levassem para longe daquela tarde.
Quando finalmente parei, estava diante de um ponto de ônibus.
As placas traziam nomes de lugares que eu nem sabia que existiam.
Entrei no primeiro que chegou, sem perguntar, sem pensar, só para escapar do frio, da cidade, de mim mesma.
O trajeto era outro. Ruas desconhecidas, esquinas que eu nunca tinha visto...
"Todas as imagens aqui expostas são meramente ilustrativas, resultantes da aplicação de Inteligência Artificial generativa, e não correspondem a retratos de pessoas reais."
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