Já na calçada, Ted comentou com
voz mansa, rindo:
— Por um momento, quando você
chegou... achei que tinha vindo direto do culto.
Meu coração travou.
— Como assim?
— Sei lá... o vestido. O jeito.
Parecia que tinha saído de uma vigília. Acho que todo mundo no bar pensou isso.
Tava todo mundo olhando. Achei que fosse começar a pregar a qualquer momento.
Na hora eu não entendi. Mas
agora, lembrando do olhar dele, do jeito como seus olhos passaram brevemente
pelo meu ombro, como se checasse se eu trazia um hinário, entendi.
Sorri por fora. Por dentro, quis
evaporar.
— Sério? — perguntei, tentando
rir junto.
— Sério. Mas relaxa. Foi só
inesperado.
Balancei a cabeça. Olhei para
frente, para as luzes da cidade.
Jurei para mim mesma, ali mesmo,
que nunca mais usaria aquele vestido. Nunca mais confiaria no espelho sozinho.
Meu peito gelou. As pernas vacilaram.
Segurei a mão de Ted. Ele sorria.
"Todas as imagens aqui expostas são meramente ilustrativas, resultantes da aplicação de Inteligência Artificial generativa, e não correspondem a retratos de pessoas reais."
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