A área externa era uma grade de ferro fundido direto pra rua. A fumaça de outros cigarros pairava no ar, misturada ao cheiro de cerveja e perfume barato. Não era romântico. Mas eu não estava ali para romantismo.
O olhei com raiva e desejo. E o desejo dele estava claro no olhar. Eu era a fantasia dele em carne e vinil.
Aproximei meu rosto do dele. Traguei, sem engolir, ainda. Soprei a fumaça perto da boca dele. Ele fechou os olhos por um instante, como quem recebe um presente sagrado. E então me beijou.
Foi um beijo úmido, quente, cheio de dentes e língua. A mão dele apertava minha cintura como se quisesse me deixar ali para sempre. Me empurrei contra ele, rindo entre os beijos, testando os limites. O cigarro quase caiu da minha mão, mas consegui manter o gesto elegante. Beijei o queixo, a mandíbula, soprei fumaça em sua pele. Ele gemeu baixinho.
As mulheres ao lado pararam de fumar seus cigarros, olhando espantadas. Seria inveja?
Ted se afastou, ofegante, olhos turvos. "Preciso voltar. Tão tocando While My Guitar Gently Weeps agora. Eu amo essa música."
Eu fiquei ali, com o cigarro entre os dedos, o batom borrado e o coração apertado por um desconforto que tentei ignorar. Ele já caminhava de volta para dentro quando minha garganta queimou com algo que não era fumaça.
Por um segundo, pensei que talvez ele estivesse com vergonha de mim.
"Todas as imagens aqui expostas são meramente ilustrativas, resultantes da aplicação de Inteligência Artificial generativa, e não correspondem a retratos de pessoas reais."

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