Ficamos em silêncio por um tempo.
O som da banda parecia longe de novo. Eu observava Ted, os dedos dele ainda entre os meus, e pensei em tudo o que ele tinha compartilhado.
Era raro vê-lo assim, sem defesas, vulnerável. E foi nesse espaço que algo se abriu em mim também.
Pensei em como ele tinha me deixado ver aquela versão dele, quebrada, real, e tive vontade de fazer o mesmo.
Virei o rosto em direção a ele, devagar.
— “Você é o segundo homem que eu beijei.”
As palavras saíram antes que eu as pensasse, pura confissão.
Ele ergueu os olhos, surpreso, mas sem rir. Apenas esperou.
Respirei fundo e me abri para ele.
Meu primeiro em nada se assemelhava à história de Ted.
Nada em mim se parecia com ele.

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