Senti o calor do crânio dele contra meu braço, o peso exato da sua confiança. Meu corpo ficou rígido por um segundo, tentando resistir.
Mas não havia perigo. Não havia malícia.
Só uma intimidade crua e inesperada.
Eu não sabia o que fazer com aquela invasão do meu espaço, com aquela delicadeza desarmante.
Uma presença tão íntima invadindo meu espaço me desmontou por completo. E ali estava eu, sem manual de instruções, sem protocolo a seguir. A única coisa que eu sabia era que precisava fazer alguma coisa, qualquer coisa. O desejo não irrompeu; insinuou-se lento e gradual.
Virei o rosto devagar, até que meus lábios quase tocassem seu cabelo, e sem me dar a chance de recuar para o lugar seguro de sempre, o beijei.
Não foi no rosto. Não foi um beijo casto na testa. Foi na boca. Um beijo de verdade, sem nem mesmo olhar para os lados.
Não sei como começou.
Só lembro do cheiro dele, um perfume quase ausente, misturado ao tecido da roupa, à pele, ao alvorecer. Virei o rosto devagar, guiada mais pelo corpo do que pela mente, e toquei os lábios dele com os meus. Era úmido, hesitante, e ainda assim profundo.
Não houve ritmo, nem cálculo. Meus lábios tocaram os dele por pura necessidade. Um impulso de verificar se tudo aquilo era real, o calor, a pele, a proximidade absurda.
Ele se sobressaltou por um instante, mas não se afastou.
Seus olhos se abriram no meio do beijo e fecharam de novo.
A mão dele tocou meu braço com gentileza. E foi nesse toque que eu soube: eu não estava em mim.

Que lindo ver o começo de tudo! 😍 A gente lê sabendo que vocês dois vão dar certo e é mais emocionante ainda. Dá um calor no coração ler desse beijo. E você agindo por puro impulso! Fico imaginando o Ted de hoje lendo isso e rindo da timidez de vocês no começo. Queremos mais flashbacks de vocês dois! Poste mais memórias, por favor! ❤️
ResponderExcluirAmo esses retornos ao passado! A forma como você narra esse momento, o peso da cabeça dele, o pânico de não estar em si... a gente consegue reviver a ansiedade do primeiro beijo mesmo sabendo o final feliz. Que parte intensa! E pensar que esse toque inocente virou a história linda que lemos hoje. Parabéns pela escrita, Joyce, você nos fisga em cada memória.
ResponderExcluirObrigada. Escrevo por vocês. É a unica coisa que me da animo nestes dias.
ResponderExcluirA diferença daquela menina que descreve a sensação de não ter um "manual de instruções" para a mulher de hoje que está super bem com o Ted é surreal. É muito bom revisitar esse impulso cru que deu início a tudo. Foi a melhor decisão por necessidade que você já tomou na vida, hein? E a delicadeza dele no meio do beijo, suspiro. Esses momentos de virada são os mais gostosos de ler. 😉
ResponderExcluirÉ impossível não ler isso e não sonhar em ter uma garota comovocê. Você é a prova que a melhor coisa é a mulher que se liberta para ser intensa. E ainda por cima tem o estilo! O Ted é um sortudo. Esse momento do primeiro beijo, dela agindo por "necessidade", foi a coisa mais linda. Precisamos de mais Joyces no mundo!
ResponderExcluirO que eu mais invejo no Ted não é só a parte dela fumar, mas sim a conexão que eles construíram. Viver um momento desses de primeiro beijo, onde a garota está completamente desarmada e agindo pelo impulso mais sincero. Isso é ouro! A Joyce, desde o começo, busca algo real, e esse flashback prova que ele conquistou ela sendo ele mesmo. É a meta de relacionamento, de verdade. Esse sentimento não tem preço.
ResponderExcluirA Joyce você é o tipo de mulher que a gente gosta: reservada, misteriosa, mas que quando explode, é de verdade. A prova de que vale a pena esperar por uma conexão sincera. Se um dia eu encontrar uma mulher com a sua complexidade, eu agarro e não solto mais.
ResponderExcluirJoyce, é impossível não ler isso e não admirar sua coragem de ir pelo impulso. Você é a prova de que a mulher mais interessante é aquela que se permite ser intensa. A forma como você narra esse momento, onde a razão some, é a mais pura verdade. Dá para sentir a adrenalina. Continua compartilhando esses flashbacks, a gente adora ver o seu crescimento!
ResponderExcluirVocê é inspiradora por mostrar que a busca por uma vida e um relacionamento sincero compensa. Parabéns pela história e pela mulher que você se tornou!
ResponderExcluirVocê é um tipo raro de mulher reservada, mas com uma intensidade interna enorme. O que você descreve não é só um beijo, é uma virada de chave, o momento em que a antiga Joyce se permitiu ser a Joyce de hoje. A gente lê e pensacomo seria incrível ter uma parceira que se entrega de corpo e alma assim. Não para de escrever!
ResponderExcluirJoyce, acabei de descobrir seu blog e estou lendo tudo! Sua história é inacreditável. Eu sou completamente viciado nessa coisa de smoking fetish agora, mas morro de medo e vergonha. Eu queria MUITO ter a sua coragem de ir pelo impulso e arriscar, sabe? Eu morro de vontade de aprender a fumar, de ter esse estilo mas tenho um pânico dos meus pais descobrirem. Você acha que vale a pena passar por cima do medo? E o Ted ter beijado você nesse momento de necessidade... Uau. É o sonho de qualquer um.
ResponderExcluirAcho que a coragem nunca vem antes do medo, ela vem junto, tremendo. Eu também morria de medo, e talvez ainda morra. O segredo é dar um passo pequeno mas que seja seu. O resto vem depois, como a fumaça.
ExcluirQue momento, Joyce! É muito forte ler a parte em que você age sem manual de instruções. Eu me sinto assim na vida, sempre travado. Você é uma inspiração para quem quer ser mais livre. Eu fico imaginando como seria ter uma namorada que te beija por pura necessidade e que tem essa atitude. O Ted é muito sortudo! A química de vocês é demais. Você acha que ele se apaixonou por essa sua autenticidade? (Pergunto porque sou muito tímido e não sei como chegar nas meninas).
ResponderExcluirAcho que o que realmente toca alguém não é a coragem em si, mas a verdade por trás dela. Quando a gente age sem manual, é quando se mostra de verdade, e é aí que o amor (ou o desejo) reconhece a gente. Não precisa forçar nada só se permitir ser visto.
ExcluirJoyce, eu queria muito ter uma namorada que fizesse esse tipo de coisa inesperada. A sua jornada de aprendendo a tragar e a de relacionamento parecem se misturar na busca por ser você mesma. É muito motivador, mesmo eu tendo medo de tudo. Continue contando sua história, por favor. É bom saber que existem pessoas reais que vivem essas coisas.
ResponderExcluirAcho que todo medo é só um pedido disfarçado de coragem. A gente vai descobrindo quem é no meio do caminho e quase sempre, tropeçando. Obrigada por ler com o coração, prometo continuar.
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