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Coisa de Pele (14)

Por um instante, parei. Ainda a poucos passos dele.

Abri a bolsa com a ponta dos dedos. Retirei o maço. Escolhi um cuidadosamente. O coloquei na ponta dos lábios, calmamente. A ponta do indicador deslizou até a lateral metálica do isqueiro.

O som do clique pareceu romper o tecido da tarde. A chama ergueu-se, a brasa acendeu, viva, obediente. Traguei. Levei o cigarro novamente à boca sem pressa, em uma cadência lenta e cálida, provando o próprio gesto. A fumaça saiu pelos lábios em um sopro preciso, envolvente, quase íntimo.

Vi os olhos de Ted estreitarem-se por puro desejo. Um reconhecimento silencioso. Ali, entre fumaça e batom, me desnudei.

Quando me viu assim, com o cigarro aceso entre os dedos, sorriu. Um sorriso diferente. Mais lento. Me vendo pela primeira vez.

— Você está... diferente — disse, me puxando pela cintura para perto dele.

Senti o sangue subir para as bochechas. Sorri. Não por charme, mas por resposta. Eu estava. E ele tinha percebido.

Lhe disse que era a mesma roupa de sempre, mas ele me apertou contra seu peito e, me beijando enquanto eu ainda tinha a boca cheia de fumaça, respondeu, com os lábios ainda roçando os meus:

— Não é a roupa. É você. Está mais... presente.

Não soube o que responder. Levei o cigarro de volta aos lábios enquanto nossos rostos ainda se tocavam, traguei bem profundamente e longamente, depois soltei ali mesmo, com nossas faces coladas. Pude sentir sua pelve endurecer contra a minha. Senti o calor do seu corpo através da camisa quando me aproximei para segurar sua cintura. O vento batia em nossos rostos enquanto o parque à nossa volta desaparecia. 

"Todas as imagens aqui expostas são meramente ilustrativas, resultantes da aplicação de Inteligência Artificial generativa, e não correspondem a retratos de pessoas reais."

Comentários

  1. a imagem da fumaça como algo íntimo é genial. tipo um segredo que se torna visível por um segundo e depois desaparece.

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  2. A frase "Não é a roupa. É você. Está mais... presente" é a declaração de amor que você precisava. Aquele momento de tensão sensual entre o cigarro na ponta dos lábios e os olhos estreitados dele é de uma intensidade incrível. Parabéns Você está radiante! ❤️

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  3. Que cena cinematográfica, Joyce! O som do clique do isqueiro rompendo o tecido da tarde e a fumaça saindo em um sopro preciso, quase íntimo, com os rostos colados! É a confirmação do nosso fetiche: o cigarro não é só um objeto, é o ato de se desnudar na frente do seu parceiro. O beijo com a boca cheia de fumaça e a reação dele... isso é a pura química entre vocês. Você está presente e ele te ama por isso! 🔥

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  4. Joyce, você deu um show de performance! O ato de acender o cigarro antes de se aproximar, com aquela cadência lenta, é o ápice do controle e da sedução.

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