Acendi um cigarro. Traguei. Ele encostou um dedo nos meus
lábios e, sem palavras, me fez soltar a fumaça pelo nariz. Nunca tinha feito
isso antes.
Foi ali que ele me beijou.
Meu corpo inteiro se dilatou. Senti cada célula viva. Quando
nos afastamos, lentamente, eu estava sem ar. Ted me observava com aquele olhar
que parecia ler meus pensamentos mais secretos.
O encontro de carros antigos continuava ao nosso redor, mas já não fazia parte da minha realidade. Eu estava em trânsito para um outro estado de ser. E Ted. Ted era o destino dessa jornada.

Joyce, esse é o texto mais bonito que você já postou. Tudo é tão contido, tão cheio de tensão sem precisar dizer nada. A cena parece uma lembrança que ainda pulsa.
ResponderExcluirO último parágrafo me pegou. O meu corpo inteiro se dilatou. Senti cada célula viva. Não é só atração, é uma metamorfose! Aquele beijo e aquele gesto com a fumaça são os lindos. Parabéns pela escrita, me vi ali.
ResponderExcluirOlá Anna, tudo bem? Você é fumante?
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