Nos próximos dias do evento, caminhamos entre os carros, comentando os detalhes: o banco gasto de um Mustang 1968, uma maçaneta em formato de asa, um espelho retrovisor que lembrava um brinco antigo. Ele falava com entusiasmo e eu ouvia com interesse real, não para agradá-lo, mas porque a paixão dele pelo assunto era contagiante. Cada curva de metal parecia conter uma história que ele sabia contar.
Em certo dia, eu peguei na mão dele. Um gesto que dizia: você está aqui. E eu estou com você.
Quando o último carro deixou o estacionamento e as barracas foram desmontadas, ainda estávamos de mãos dadas. O evento havia terminado. Voltamos à rotina.
No trabalho, eu me pegava lembrando da sensação do volante entre as mãos, do metal aquecido sob os dedos, do jeito como Ted me olhava quando eu tocava aqueles objetos.

Comentários
Postar um comentário