Os dias que se seguiram foram
rotineiros. No ambiente de trabalho, Sofia e eu nos cumprimentávamos com a
cordialidade habitual. Ted, por sua vez, continuava o mesmo: atencioso comigo,
estritamente profissional com Sofia, e completamente à parte da tensão que se
instalava sempre que nós três dividíamos o mesmo ambiente.
Em um desses dias, o expediente
se estendeu além do previsto. Quando me dei conta, o relógio já havia avançado
demais, e apenas Ted e eu havíamos ficado.
Era tarde demais para o último ônibus. A cidade começava a se esvaziar: o palco era desmontado, as luzes das lojas se apagavam, os faróis rareavam e o silêncio se adensava nas esquinas. Eu sabia o que aquilo significava. Ted me olhou e disse:
– Vamos?

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