Na quinta-feira, enfim, marcamos de sair.
Sob a luz suja do poste, Ted me esperava na esquina: camisa escura e
jeans gastos. Aproximei-me devagar, com as mãos escondidas nos bolsos da
jaqueta de couro preta. Ele ergueu os olhos lentamente; por um instante, seu
rosto perdeu a nitidez. Parecia que a própria escuridão queria guardá-lo.
Quando me viu, aos poucos, o
sorriso se abriu. Parei diante dele. O frio causava arrepios sob a roupa que
escolhi com tanto cálculo, mas foi o olhar dele, percorrendo meu corpo e
parando no meu rosto, que me fez, de fato, perder o equilíbrio.
Ted se afastou do poste em
silêncio e seu braço roçou o meu. Cheirava a livro novo. Nossos passos se
alinharam sem esforço enquanto a cidade ditava seu ritmo com buzinas distantes
e murmúrios perdidos. Perguntei para onde íamos; ele disse um nome que eu não
conhecia.
A cada quarteirão, a rua se esvaziava. Os caminhos ficaram mais escuros; as calçadas, irregulares. Enquanto ele falava de coisas banais, guiou-me subitamente por uma passagem lateral. Eu sentia que alguém nos observava, não um perseguidor, mas a certeza de que cada janela escondia um olhar.

Cheiro de livro novo também é o meu cheiro favorito! 🙂
ResponderExcluirKarina, mas você já virou fumante regular com 12 anos?
ResponderExcluirAos quinze eu comecei a sair à noite com as amigas. A gente ia nuns barzinhos bem fuleiros, e ali eu comecei a fumar mais. Mas era sempre o "só esse". Pegava um, nunca comprava um maço. Eu nem achava que era fumante ainda.
ResponderExcluirAí comecei a namorar pela primeira vez. Ela era um pouco mais velha e fumante. Fumava super natural, sem aquela pira de quem tá começando. A gente ficava sentada na calçada depois dos rolês, dividindo o cigarro e ficando na nossa.
Foi ali que o negócio virou hábito. Ela nunca falou nada pra eu fumar, agente só fumava.
E como o inttpelo smoking fetish apareceu?
ExcluirKarina mas partir daí vc se assumiu fumante?
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