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Matinta-Perera (3)

Tudo isso era novo. Não a presença de Ted, pois ele sempre havia estado lá, mas a qualidade dessa presença e a maneira como ocupávamos o tempo. Antes, havia sempre um cálculo. O horário pensado. A atenção dividida entre a conversa e o risco. Meus pais sempre estavam entre nós.

Naquela semana, esse receio desapareceu. Não havia mais uma terceira pessoa.

Percebi isso sentada em um banco da praça. Antes de me acomodar, havia dobrado a jaqueta e a colocado sob as coxas. O ar da noite estava parado. Na esquina um rapaz cantava “Certas Canções” em voz e violão.

Ted segurava o copo de chope com as duas mãos. Ficou alguns segundos observando a espuma antes de falar que gostava muito daquela música. Eu disse que não conhecia. Isso bastou para ele começar.

"Todas as imagens aqui expostas são meramente ilustrativas, resultantes da aplicação de Inteligência Artificial generativa, e não correspondem a retratos de pessoas reais."

Comentários

  1. Linda música. Também não conhecia.

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  2. "Certas Canções" é de uma delicadeza sem fim. ❤️ "Não havia mais uma terceira pessoa"... que frase poderosa! O fantasma dos seus pais finalmente parou de sentar no banco da praça com vocês. Agora o lugar é só de vocês dois. Aproveita esse chope e essa música, querida.

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  3. ✨ Sinto que agora você está realmente conhecendo o Ted, sem a interferência do sinal de rádio da casa dos seus pais.

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  4. Joyceeee, que romântico! 😍 Imagina a cena: praça, violão, crush e liberdade.

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