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A Euforia Pós-sexo (6)

Sofia ergueu os olhos para mim, carregando no olhar uma melancolia imensa. Contou que o velho conversava com a esposa enquanto alimentava as aves. Falava sobre o dia, sobre as notícias e sobre as flores do seu jardim. Minhas mãos deslizaram pela mesa em direção às dela, detendo-se a poucos centímetros.

Ela mudou o foco e perguntou sobre mim, se eu sentia que estava no caminho que imaginei. Contei sobre as mudanças, a segurança recém-adquirida e o conforto atual. Sofia assentiu com a cabeça. Filosofou que certas portas abrem apenas para dentro e lamentou a ignorância humana sobre a própria natureza.

Ao alcançar o açucareiro, encostou a mão na minha por alguns segundos e sugeriu que repetíssemos o café em outras ocasiões.

"Todas as imagens aqui expostas são meramente ilustrativas, resultantes da aplicação de Inteligência Artificial generativa, e não correspondem a retratos de pessoas reais."

Comentários

  1. Você não fala abertamente, mas eu captei a indireta a Sofia não estava falando da história de um velho qualquer no parque. Aquela história era a analogia dela para o Ted, não era?!
    Ela estava te dando uma pista enorme do quanto ela romantiza e deseja ter uma história de amor assim com o Ted!
    Você não sentiu um ciúme sufocante e a vontade de gritar a verdade na hora?

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  2. Eu queria que todo mundo soubesse há muito tempo, mas Ted não queria que ninguém no trabalho soubesse.

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  3. Essa parte de que certas portas abrem apenas para dentro é a maior verdade. Você quis dizer, de um jeito poético, que a gente fica procurando a solução para os nossos problemas nas coisas externas mas no fundo, a mudança ou a resposta só aparece quando a gente decide olhar para dentro da gente.
    Inteligente

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